|
REPETIDORES DA SERRA
DA ESTRELA
Serra da Estrela,
Concelho da Covilhã, Distrito de Castelo Branco.
Desde 1978 que os repetidores R0 e RU0 estão instalados no ponto mais
alto de Portugal Continental, mas talvez seja interessante darmos a
conhecer um pouco da sua história. Nesta altura os repetidores eram
licenciados em nome de um radioamador e só a partir do ano de 1980 é que
obrigatoriamente passaram a ser todos licenciados em nome de Associações
devidamente legalizadas. Assim o pedido de licenciamento do R0 foi
efectuado em nome do colega Dr. Guerra Cerdeira CT1HU em 30 de Janeiro
de 1978. Instalado numa das torres da Serra da Estrela em finais de
Julho do mesmo ano, com a devida autorização da Turistrela, que na
altura era responsável dessa torre e vistoriado com licença concedida
pela DSR em 29 de Julho de 1978. O equipamento instalado, um HEATKIT,
foi todo montado por colegas radioamadores de Viseu e Porto e esteve
sempre em bom funcionamento até finais dos anos de 80, altura em que a
A.R.B.A. efectuou uma remodelação profunda em todos os seus repetidores,
com a opção de substituição por equipamentos de fábrica. O RU2, mais
tarde de acordo com o plano Nacional de Repetidores passou a RU0, foi o
primeiro repetidor de UHF a ser instalado por radioamadores. Concedida a
autorização pala DSR, foi instalado em 30 de Novembro de 1978 e
vistoriado em 6 de Novembro de 1979. Instalou-se já um equipamento de
fábrica VHF ENGINEERING, que na altura fazia a delícia de todos os que
o utilizavam. Também este repetidor esteve inicialmente licenciado em
nome de um colega., o saudoso CT1UA Ramiro Justino. Em 1982 o cabo
subterrâneo que ligava a Lagoa Comprida à Torre para o fornecimento de
energia eléctrica, entrou em curto circuito e ficou totalmente
danificada, ficando todas as instalações localizadas no ponto mais alto
de Portugal privadas de energia. À custa de muitas viagens à Torre,
substituindo periodicamente as baterias por outras carregadas,
conseguiram-se manter operativos os repetidores. Nesta altura contribuiu
muito o civismo de todos os colegas que utilizavam estes repetidores,
cientes da situação, só deles se serviam em absoluta necessidade.
Voltar |
1 |
2 |
3 |
4 |